segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Olha tudo virando pó, olha.

Enquanto nossos tijolinhos surrados vão se despedaçando milímetro por milímetro, o muro de papelão vai subindo, cada vez mais, cada dia mais, cada briga, mais. Nunca pedi isso, nunca sonhei com isso, já imaginei isso, você indo embora e malas ocupando meu lugar no seu guarda-roupa velho. A brisa que bate na janela, trás ao seu ritmo todas as lembranças, definitivamente. A cada segundo que passa, vai se tornando mais verdadeira a frase: "Tudo não passa de uma fase de adolescentes mimados." Tudo não passa de uma fase.. Tudo não passou de imagens. Você nunca desarma, eu pedia paz e você voltava com armas, eu pedia amor, e você voltava com escudos, eu pedi.. Eu implorei. Eu desejei. Eu senti. Eu quis. Eu pensei. Eu imaginei. Eu desejei, eu desejei, eu desejei. Eu voei. Eu, eu.. Você esperou, eu vim. Eu esperei, você não veio. Eu resisti, você insistiu. Você desistiu, eu senti, e olha, dói.
Nosso barco está afundando, salve-se quem puder.

Enquanto luto por uma noite, ela tem uma vida.

Vem, vai. Vai, volta. Entope ela de amor, me enche de paixão. Presentei-a com flores, traz-me um Sonho de Valsa. Leve-a para uma dança na noite de aniversário, me manda uma mensagem de bom dia. Lhe pede um beijo e recebe uma noite, peço um abraço e recebo um colo.
Olha meu sangue correndo na veia, olha meus olhos piscando, meu coração batendo, meu cérebro funcionando, olha bem. Sou de carne e osso. Fama e sucesso sobem a cabeça, medo também. Ponto. Virgula, maldita. Vou usar todos os meus escudos, ou pelo menos arma-los, não prometo sucesso ao usa-los, pois aprendi que promessas não valem nada, juras menos ainda.

sábado, 25 de setembro de 2010

Sem sucesso.


Tentei morrer de amor, mas não deu certo. Se acharem uma formula melhor e mais eficaz, me avisem.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Morte cerebral.

  • Um carro quando pega uma via, perde o controle da direção e capota, faz barulho, o motorista e o passageiro estavam sem o sinto de segurança, os dois corriam perigo de morte. Hoje receberam a notícia de melhora, de ambos.
  • Antes, não importa, mas, ele se encontrava em estado grave de coma, a 3 meses. Hoje receberam a notícia do falecimento.
Percebam a diferença sutíl entre as duas situações. Com barulho, desespero, alarmes.. Tudo pode voltar ao normal, a vida, talvez tanto barulho não seja tão matador e sim assustador.
No coma, ele não se mexe, não fala, não expressa sentimento algum, porém, morre, silenciosamente.
Talvez seja na segunda alternativa que nos encaixemos. O silêncio tomou conta de uma vida, de todas as promessas, não de todo nosso amor. Nossa vida acabou, mas a sua continua e a minha também, diagnosticado como morte cerebral, o comando parou, mas os órgãos continuaram. Posso optar por ser dependente de aparelhos, ou simplesmente apertar o botão e fazer tudo sumir, assim como nunca houvesse existido, e você.. Você tem mãos ao seu redor, tem corações que batem pelo seu, tem o meu.

domingo, 12 de setembro de 2010

Gira-sol.


Ontem eu pude te sentir perto de mim, de novo. Hoje eu não sei se volta pra casa, ou se eu vou jantar sozinha, mas a porta ficará sempre aberta, idependente da volta ou não. O caminho ao qual você já sabe bem trilhar, as pedras estão baixas e prontas para passagem, o jardim florido, esperando alguém entrar. Se não forem seus pés triscando o chão ao qual minha alma lhe tem, não serão os gira-sois no canto do jardim que lhe farão aparecer. Se sua força de vontade não te da o prazer de domina-la, não é meu amor que irá fazer o mesmo. Eu só dependo de você, e você só depende de mim, até a página dois. Da mesma em diante, o livro é você quem dita e eu quem escrevo. Quando sua voz falha e minhas mãos começam a tremer, é sinal de uma pausa para descanço. Descanço, talvez interminável. O livro pode acabar com duas páginas e meia, ou com 2018 folhas. Só precisamos de voz e pulso firme, então volta pra casa que o jardim ainda tem gira-sois. Seu prato tá na mesa e o Joaquim no berço.

Não é a mamãe, não é a mamãe.

Eu, Luana, não curto muito família, aliás, nunca curti a minha família, cheia de problemas e brigas o tempo todo. Comecei a partir do princípio que família é aquela que você escolhe, então formo, escolhi a minha, e sem ela, agora, seria uma merda, dizaê. Nos últimos meses, nos juntamos de um jeito.. Nego que só se encarava, outro que não andava longe do seu grupo desde 7 anos de idade, a outra que me encarava e me odiava no ano passado, e agora, todo mundo junto e juntos de verdade, um fim de semana já mata o coração de saudade. Pizza, sexo e rock. Um puxando o cabelo do outro, que morde o outro que bate no outro e vai. Códigos, olhares e abraços, agradeço da minha alma, e do vapor do meu xixi, obrigada por existirem. x3


Smailey, Thirza, Eloísa, Winnie, Chouji e Luana.

Família Dinossauro.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Ou bendito.


Memórias sucedem o medo. Medo sucede felicidade. Felicidade sustenta esperança. Força de vontade torce a cabeça do medo. Diversidade adia o objetivo. Falsa possibilidade interrompe a esperança quão sustentada. O medo anterior se torna assassino, mata todos os seus sucessores e antepassados, enterra vidas. Maldito ou bendito. Talvez seja só um jeito trágico ou matador de destruir uma corrente que um olhar causa. Córneas, doarei todas.