domingo, 30 de maio de 2010

Meu, eu!

Me mordo. Levanto e olho-me nos espelhos que me rodeiam, vejo apenas cinzas. Talvez alguém que tenha coração mas agora ele insiste em desaparecer, pode diminuir o ardor! O que pensa é o mesmo que condena, o que pulsa é o mesmo que cumpre a pena! Todos apontam pra uma direção, mas apenas duas setas mostram outro caminho, é pra lá que eu sigo. Vai ter uma parede e nela, dois buracos, a famosa bifurcação, opção, que me tortura desde sempre, terei que fazer escolhas e elas não serão somente a mim voltadas. Eu volto a me olhar no espelho, fixamente em meus próprios olhos falo o que quero, eu tento, não sei, nunca soube realmente o que quero. No ponto, ou na virgula vai sempre ter um risco e esse risco fere. Deixa marca e dor, o tempo engana, e prolonga a cicatrização, o corte fundo tira o veneno de vez, mas doi o triplo, experimente! Meus proprios olhos podem me mostrar tamanha confusão, indecisão, frustração! Tenho que tomar decisões e junto a elas, carregar consequências, talvez não seja forte o bastante e não tenha química capaz de suportar o que vem pela frente. Amor é forte, mas não é imbativel, não, não é! Vou me olhar no espelho novamente e sentir tudo de novo durante toda a minha vida.

sábado, 29 de maio de 2010

Desde o início.

Realmente sempre soube que isso um dia ia acontecer. Que o sorriso ia se desfazer, a lágrima ia cair, o coração ia partir, as esperanças iam sumir, as forças iam acabar, tudo ia passar. Nossas vidas iam se separar, apesar do amor continuar!
Sempre soube, desde quando tudo começou, que um dia, bem no futuro ia acordar sem me imaginar e dormir sem me desejar. Mesmo te dizendo todos os dias que iriamos nos casar. Não quero ser mais uma, nem uma recordação passada, quero continuar com você.
Foram muitas coisas, muitas brigas e carinhos, muita, vida!
Eu não quero desapontar você, mais uma vez. Não quero deixar você sozinho, não vou soltar-te!
Te agarrei com força e meus dedos se prenderam de um jeito complicado, dificil e demorado pra se desembolar. Desculpa, é a única palavra que eu consigo pensar, desde o início.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Assim.

- O que vai dizer a ele ?
- Assim: - Saia sozinho, ande sozinho, viva sozinho. Não me inclua em nenhum plano, solta a minha mão, sua voz já não me faz tão bem, suas atitudes causam lágimas, vai e não me leva, esqueça. Volta pra onde eu mais temia, afunde-se com quem finge se preocupar, viva escravo. -
- Não.
- Assim se não o amasse como amo.
- E então ?
- Assim: -Agora é hora de segurar sua mão mais forte que nunca, não vou deixar você voltar pra onde eu mais temia, eu quero você do meu lado do jeito que tá sendo. Não vai voltar, eu não vou deixar. As lágrimas secam, mas se continuar a ferida vai ser dificil de sicatrizar, então, fica aqui, não saia, deixa que eu fecho a porta. Eles só fingem, eu sinto, de verdade. Vamos continuar a andar em frente como sempre fizemos, não retrocede. Quero ficar firme e forte em todos os seus planos, inevitvelmente você vive nos meus. Não cai de novo, não solta minha mão, não vai, por favor, fica comigo, eu amo você como ninguém jamais amou, eu quero você como ninguém jamais quis, fica. -

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Consequência.

Escutar sua voz rouca ao acordar, cobrir seus pés antes de dormir, apoiar a perna na sua pra ver tv, fazer massagem nas suas costas quando voltar do basquete, fazer carinho até dormir, te dá beijo de boa noite, comprar pãozinhos no final da tarde pra tomarmos café, deitar no seu colo e pedir beijo, poder te abraçar e saber que ninguém mais no mundo, no universo vai poder tirar você de mim, sair pra ver a lua de mãos dadas, vestir suas camisas, sair pra jantar todo dia primeiro, te acordar com beijos e dizer que tá atrasado pro trabalho, brigar porque não me ligou no horário de almoço, comprar coca e schweppes todo dia.. Mas mais que tudo isso, quero você primeiro, só você, isso tudo é consequência.




Cêci 12.

- Cecília, bateu o sinal do intervalo, vamos ?

- Não quero Tasha.

- Por que ? Que você tem ?

Vagarosamente caia uma lágrima.

- Pode ir pro intervalo, eu quero ficar sozinha aqui, só hoje.

- Não, não vai ficar sozinha. Não vou pro intervalo, vou sentar ali, do outro lado, e.. se quiser conversar, é só levantar a mão que eu venho.

- Obrigada.


Tasha sentou-se no outro canto da sala. Cecília abaixou a cabeça e deitou na mochila, fechou os olhos.. Era díficil, sempre foi. Tomar decisões que não envolve só você é complicado, ninguém quer machucar ninguém, nem que pra isso tenha que se machucar. "Pense sempre em você." E se metade de ti, for ele ? Como fica ? Ela queria, mas não podia. Ela sentia, mas não admitia. Eram mil fatores a favor, e apenas o medo impedindo a passagem de todos eles. Amor é só uma palavra, até que alguém apareça pra lhe dá sentido, já dizia Paulo Coelho, e o alguém chegou, queria se entregar, mas não conseguia, quebrar esse medo era um desafio ao qual não conseguia superar.
*


- Tasha, me abraça ?

Cêci 11.

- Eu tava dormindo, e bem longe escutei minha mãe me chamando na porta, esfreguei meus olhos, levantei a cabeça e olhei pra ela com cara de sono. - Filha, ele chegou. - Ela disse. Eu rapidamente sentei na cama, coloquei as mãos nas pernas e olhei pra janela, fazia um dia lindo. Minha mãe ficou olhando e resolveu sair. Escutei mumurros e risadinhas, acho que eles se deram bem, enquanto isso eu permanecia sentada na cama, sem saber o que fazer. Respirei fundo, arrumei a camisola, peguei o roupão e passei correndo pro banheiro. Abri o chuveiro e fiquei em média 30 minutos sentindo a água cair na cabeça. Era a primeira vez que alguém assim, vinha na minha casa, ainda mas conhecer a minha, minha mãe. Fechei bem os olhos, passei a mão no rosto e desliguei a água. Me enrolei no roupão e voltei pro quarto. Vesti uma blusa, não muito justa e uma calça folgada, arrumei minha cama e o cabelo, não passei perfume, a ele agradava o cheiro do sabonete. Me olhei no espelho e sorri. Me sentia feliz.. Fui calmamente até a sala e parei antrás da minha mãe que sentara no sofá, e de frente pra ele. Me olhou e sorriu, eu retribui. Minha mãe olhou pra trás, me viu e comentou - Cêci, quando sai co casamento ? - Ele riu, mas eu senti que foi um riso de alivio, pois tinha conseguido se sair bem no teste da sogra, ou futura. - Não sei Coti. - Respondi, indo em direção a ele. Sentei ao seu lado e ficamos conversando, a tarde inteira. No final da tarde, fomos ao Parque. O banco em frente ao lago nos esperava e o sol se despedia, abraçados assim ficamos até a lua nascer. E assim foi o melhor sonho, acordei com a minha mãe me chamando, mas era porque eu estava atrasada pro café-da-manhã em família. - Contou Cecília as paredes.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Luana, tudo bem ?

- Desculpa.
- Aham.
- De verdade, desculpa.
- Depois que inventaram essa graciosa palavra, errar virou rotina.
- Desculpa.
- Para de pedir desculpas, não tem culpa de ser assim..
...
Naquele momento, a única coisa que me vinha a mente, era abraça-lo bem forte, depois olhar nos olhos, passar a mão no seu rosto e.. e zelar com o simbolo fisico do amor entre duas pessoas. Mas não pudia, nunca pude. Apesar de ainda desejar-te.

- Fica comigo ? Segura minha mão, levanta bem alto e grita que és meu e sempre serás. - Pensei, mas já tava longe, sempre esteve.

Tenho a leve impressão de puro realismo.

- Luana, tudo bem ?